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Blog de leituranoonibus
 


SEJA BEM-VINDO AO BLOG DO

Leitura no Ônibus

 

Texto: Luiz Albuquerque

Revisão: Sávio de Jesus Gonçalves

Contato: Fone (69) 9205-7003

E-mail: leituranoonibus@gmail.com

 

 

 

LEITURA NO ÔNIBUS N° 67

 

O CATADOR DE LATAS - Parte III

CONTO – DO LIVRO “FATOS E FEITOS DE VENDEDORES, DE LUIZ ALBUQUERQUE

 

O catador de latas, sempre acompanhado de um cachorro vira-lata, chegava à tardinha e recolhia as latas vazias nas mesas do barzinho; o animal, por sua vez, abocanhava as latinhas jogadas longe da mesa e as trazia para ele. O velho catador nunca falava, até que o convenci que me dissesse algo sobre sua vida. Por alguns dias foi ao meu escritório e falou de si mesmo, suas idéias e seus conceitos, que aqui eu tento repassar do jeito que ele me falou.

 

Eu gosto de pensá, porque pensá é muito mais bom que falá. No tempo que eu falava tinha vez que eu falava quando era vez de pensá e, às vez, pensava quando era vez de falá e aí sempre dava confusão, muitas vez. Quando eu era novo, não! As pessoa me ouvia e tinha até dos que gostava de falá comigo. Agora não! Os amigo se foi, uns morreu e a cidade parece que ficou maió do que era e aí como ficô difícil falá! Depois que fiquei velho, todo mundo reclamava de alguma coisa de mim e uns diz que eu tenho bafo e outros diz que eu falo ruim. Tem os que ria do que eu falava e muitos nem dava atenção e até fazia de conta que parece que nem tava escutando. Tem uns que mal eu dizia qualqué coisa já me enxotava que nem cadela pirenta – “Sai prá lá, velho!” – e outros dizia – “Vai procurá o que fazê, vagabundo!”. - Mas eu não sou vagabundo não porque sempre trabalhei desde criança e se não tenho estudo é porque parei cedo que tinha que trabalhá, né? Mas fiz quase um ano do primário um pouco p’rá mais, um pouco p’rá menos eu acho.

 

Tem gente que diz que é educado, mas não sabe vivê e tem gente que a gente vê que tem tanto dinheiro, mas não sabe sê feliz não! Eu fico rindo dentro de mim porque é que eu comecei a só rir p’rá dentro que é p’ros outros não brigá comigo porque tô rindo. Mas é porque eu também parei de rir quando parei de falá, mas falá eu ainda falo um pouquinho se não tivé outro jeito, mas rir de jeito nenhum, mas nem um pouquinho. Rir de quê? Se eu não sei mais rir das coisa e só sei rir das pessoa?. É que quando eu comecei a vê que nos últimos tempo mesmo quando eu ria de alguma coisa os outro pensavam que eu estava rindo deles e aí comecei a levá muita bronca. Vejo um monte de gente que anda bem vestido e anda de carro bonito e tem casa bonita e que o prédio onde trabalha é bonito e com tudo isso só vive de cara feia! Uns triste, aborrecido! E como trata mal os outro. Sei não, mas pra gente vivê triste assim, sei não se é bom sê rico. Eu fico pensando que será que eles tem família? Como é que será que é na cama com a mulher? E os filho? Deve de só dá bronca e gritá. Como vai falá se não sabe conversá com os outro? Deve de sê daqueles que só dá presente e dá dinheiro porque conversá e dá carinho, sabe não!

 

 

 

 

ESCRITOR DE P. VELHO NA

20ª BIENAL DO LIVRO/SP

 

O escritor Antônio Monteiro da Silva realizará uma sessão de autógrafos durante o lançamento de seu mais novo livro, cujo título é “A Mão de Deus”, publicado pela Editora Scortecci. O evento ocorrerá no dia 21 de agosto às 15h00, no stand da Editora, durante a realização da 20ª Bienal Internacional do Livro que acontecerá entre os dias 12 e 24 de agosto no Anhembi, na cidade de São Paulo/SP. O escritor participará, ainda, a convite, de eventos durante a Bienal, entre os quais um curso que trata sobre a Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). De São Paulo, Antonio Monteiro viajará a sua terra natal, Queimados, na Bahia, onde receberá homenagens e fará palestras. Nos eventos em São Paulo e em Queimados, Monteiro, como verdadeiro porta-voz de nossa cultura, fará, também, larga distribuição de exemplares do n° 66 do nosso Informativo, “Leitura no Ônibus”, dando ciência aos demais participantes do trabalho em prol da leitura do que é realizado em Porto Velho. Quando voltar para cá, Monteiro realizará o lançamento do seu livro.

 

 

O FIM DA INCONFIDÊNCIA MINEIRA

 

A Inconfidência Mineira, primeiro movimento social republicano-emancipacionista de nossa história, teve seu desfecho assinalado quando o governador de Minas Gerais, Visconde de Barbacena, suspendeu a derrama, que seria o pretexto para deflagar a revolta, e esvaziou a conspiração, iniciando prisões acompanhadas de uma verdadeira devassa. Os líderes do movimento foram presos e enviados ao Rio de Janeiro para responderem pelo crime de inconfidência (falta de fidelidade ao rei), pelo qual foram condenados. Todos negaram sua participação no movimento, menos Joaquim José da Silva Xavier, o alferes conhecido como Tiradentes, que assumiu a responsabilidade de liderar o movimento; assim D. Maria I assinou um decreto que revogou as penas de morte dos inconfidentes, transformadas em prisões temporárias ou perpétuas, exceto a de Tiradentes. Era o ativista de mais baixa condição social. Em 21 de abril de 1789 ele foi enforcado. Sua cabeça foi cortada e levada para Vila Rica. O corpo foi esquartejado e espalhado pelos caminhos de Minas Gerais. Era o cruel exemplo que ficava para qualquer outra tentativa de questionar o poder da metrópole. Mas parece que não assustou a todos, já que, nove anos mais tarde, iniciava-se na Bahia a Revolta dos Alfaiates, também chamada de Conjuração Baiana.



Escrito por leituranoonibus às 09h42
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A ORIGEM DO VIDRO

OFERECIMENTO: VIDRAÇARIA ZONA LESTE

 

O vidro é uma das descobertas mais surpreendentes e cheias de mistérios. Acredita-se que o vidro já era conhecido há pelo menos 4.000 anos antes da Era Cristã, pois, entre outras antiguidades, descobriram-se nas necrópoles egípcias objetos desse material. Sem dados precisos quanto à sua origem, acredita-se que sua descoberta tenha sido casual: numa praia nas costas da Síria, ao preparar uma fogueira para aquecer suas refeições, alguns navegadores fenícios improvisaram fogões com blocos de salitre e soda. Após algum tempo, notaram escorrer do fogo uma substância brilhante que se solidificava imediatamente. Essa substância seria o vidro que, com sua beleza, funcionalidade e múltilas aplicações, passou a fazer parte da vida de toda a humanidade.

 

 

DIABETES

 

O diabetes teve seus sintomas descritos pelos persas e egípcios. Seu nome – Diabetes Mellitus – vem do grego e significam sifão e açúcar, representando a grande quantidade expelida de urina adocicada pela glicose. Desde o século XIX já se sabia que o pâncreas produzia uma substância que impedia o aumento do nível de glicose no sangue. Porém, só em 1921 três cientistas isolaram a tal substância a qual chamaram de insulina. Em 1922, quando a insulina foi disponibilizada para o tratamento dessa doença, passou a ser considerada como um “milagre da medicina” por mudar completamente o modo e as perspectivas de vida dos diabéticos. Após trinta anos, descobriu-se que havia dois tipos de diabetes:

· Mellitus insulino-dependente, o tipo 1, que ocorre em jovens, os quais necessitam de injeções diárias de insulina para manterem boas condições.

· Mellitus não insulino-dependente, o tipo 2, que ocorre devido à idade ou no início da maturidade, e é a forma mais comum na meia-idade ou em idosos, mas pode ser controlada com comprimidos ou com uma boa dieta.

 

 

 

ESPAÇO DO LEITOR

 

A origem do homem

 (segundo a teoria do Barros)

PÂMELA MARIA

 

            Conheci há um tempo o João de Barros (que nós abreviamos para Barros), um homem de histórias, inúmeras histórias, bem coloquiais, nas quais ninguém acreditava. Esses dias, o Barros me explicou a origem do homem assim: “Há muito tempo, existiam uns homens bem evoluídos, desses homens da tecnologia que se dá hoje. Um deles foi viajar de barco com a mulher, o barco naufragou, eles bateram suas cabeças numa rocha e, quando acordaram, estavam numa imensa ilha deserta, sem memória alguma, devido às pancadas sofridas. Eles se viraram com o que tinham e exploraram tudo que aquela ilha lhes oferecia. Procriaram, e, depois de milhares de anos, com muito trabalho, estamos aqui”. Eu fiquei indignada com essa história e falei a ele assim: “Mas, Barros, essa teoria tem inúmeras ‘brechas’, primeiro, que não se trata da origem do homem, e, sim, de como surgiu a cópia de uma sociedade. Segundo, de onde vieram esses ‘homens da tecnologia’ de que você falou antes? E, cá entre nós, essa é a teoria mais ‘sem pé e sem cabeça’ que eu já vi”. O Barros me olhou frustrado e disse: “Nessa parte dos homens da tecnologia eu ainda vou pensar. Mas, tem uma coisa que eu não entendo: se vocês aceitam que o homem veio do macaco, porque não aceitam a minha teoria”?

 

INDEPENDÊNCIA DE ISRAEL

 

Em 29 de novembro de 1947 a 1ª sessão especial da Assembléia Geral da ONU, presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha, aprovou o Plano de Partilha, a divisão da Palestina – região litoral do Oriente Médio – entre judeus e árabes.  Por não aceitarem um estado judeu, Egito, Iraque, Líbano, Síria e Transjordânia iniciaram um ataque ao recém-formado estado de Israel. Em 14 de maio de 1948, já com a guerra em estado avançado, David Bem-Gurion declarou a Independência do Estado de Israel, cujo reconhecimento pelos russos e americanos trouxe, como conseqüência, o fim do Plano de Partilha. Em janeiro de 1949 Ralph Johonson Bunche mediou o Armistício de Rhodes, acordo de cessar-fogo entre as partes em conflito. Em 1950, Bunche recebeu o prêmio Nobel da Paz.

 

 

 

 

COMO FUNCIONA?

 

A CAIXA DE ISOPOR

Pegue uma jarra e a envolva com material isolante, como o isopor. Pronto! O material (frio ou quente) que estiver dentro da jarra vai manter a temperatura por muito tempo. E por que isto ocorre? Primeiro, é que o plástico da espuma (poliestireno) não é um bom condutor de calor; segundo, porque o ar, ao ficar aprisionado nas cavidades da espuma, torna-se um condutor pior ainda. Assim, ao envolver um recipiente com o isopor reduzimos a condução do calor. Além disso, com o ar separado em pequenas bolhas, o isolante também praticamente elimina a convecção (processo de transferência de calor por meio de um fluído em movimento) no seu interior. Por essa razão, a transferência de calor desse material é bem pequena.

 

A GARRAFA TÉRMICA

Existe um isolante melhor que a espuma: o vácuo, que é a ausência de átomos; sem eles, a condução e a convecção são completamente eliminadas. Porém, é quase impossível criar um vácuo perfeito, sem átomo nenhum, mas pode-se chegar bem próximo disso. O elemento principal de uma garrafa térmica é uma ampola de vidro com duas paredes separadas por 1 cm de vácuo. A ampola é espelhada para reduzir a radiação infravermelha que, combinada ao vácuo, reduz bastante a transferência do calor.

 

DÚVIDAS:

- POR QUE OS LÍQUIDOS, NOS RECIPIENTES, NÃO SE MANTÊM QUENTES OU FRIOS POR TODO O TEMPO?

PORQUE ESSES ISOLANTES NÃO SÃO PERFEITOS; ALÉM DISSO, SEMPRE OCORRE A PASSAGEM DE CALOR PELA TAMPA QUE NÃO É TOTALMENTE ISOLADA.

- A GARRAFA TÉRMICA OU A CAIXA DE ISOPOR IDENTIFICA O QUE É QUENTE OU FRIO?

NÃO, O QUE FAZ É LIMITAR A TRANSFERÊNCIA DO CALOR ATRAVÉS DA PAREDE, O QUE DEIXA O LÍQUIDO INTERNO COM TEMPERATURA QUASE CONSTANTE POR LONGO TEMPO.



Escrito por leituranoonibus às 09h42
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PORTO VELHO

EXTRAÍDO DO TEXTO DO PROF. FRANCISCO MATIAS

 

Porto Velho, como núcleo populacional, teve origem na vila ferroviária conhecida como Porto Velho de Santo Antônio, fundada no início da construção da SNrrovia Madeira-Mamoré, cujo marco fundamental foi assentado no dia 04 de julho de 1907, data em que os EUA festejam sua independência da Inglaterra. A ferrovia, cujo cronograma determinava sua construção em território do Estado de Mato Grosso, passava, a partir dessa data, por decisão do engenheiro brasileiro  Joaquim Catramby, através de negociação com o governo do Amazonas, sob a orientação do empresário norte-americano Percival Farqhuar, a interligá-lo com o Estado do Amazonas. Com apenas sete anos de existência, a vila ferroviária Porto Velho de Santo Antônio havia deixado de ser o que a empresa Madeira-Mamoré projetara e assumiu condições de desenvolvimento e independência com relação à forma de povoamento e expansão urbana prevista no projeto norte-americano No dia 02 de outubro de 1914, ao criar o Município de Porto Velho, em decorrência do crescimento demográfico, da necessidade de controlar a arrecadação de tributos e ainda por questões políticas e administrativas, o Governo do Amazonas decidiu assumir a posse efetiva do espaço físico onde havia sido implantada a estação inicial Madeira.

 

 

Curiosidades

O CORPO HUMANO

 

·        Cada unha demora seis meses para crescer da base à ponta.

·        O maior órgão do corpo é a pele. Num adulto, mede cerca de 1,9m².

·        Durante toda vida comemos cerca de 50 toneladas de alimento e bebemos uns 50 mil litros de água.

·        O coração bombeia 5 litros de sangue por minuto, 7.200 por dia e mais de 2,5 milhões por ano. Numa vida de 70 anos, essa bomba biológica de 300 gramas chega a bombear até 184 milhões de litros de sangue.

 

VOCÊ SABIA QUE, ao dormir, o corpo cresce cerca de 8mm porque os discos de cartilagem da coluna vertebral se hidratam no sono, aumentando de volume? Mas que, de dia, voltamos a encolher, quando esses discos são espremidos como esponjas devido à força da gravidade ao ficarmos de pé?

 

 

BONS DE CAMA

 

Para estudar o resultado da falta de gravidade no coa agência espacial européia contratou 25 pessoas, que ficaram presas à cama por quatro meses. Durante esse período, ninguém do grupo se levantou. Viam TV, faziam suas necessidades e se alimentavam sempre deitadas. Ao fim da experiência, elas só conseguiram andar após alguns dias. Para a total recuperação, passaram-se alguns meses.

 

 

DOAÇÃO DE SANGUE

 

Pessoas podem morrer pela falta de sangue e a cada dia a situação fica pior. Os culpados por esse fato são boatos infundados de contágio durante a doação e a desinformação. Mostre que você não tem preconceitos. Vá até um posto de coleta e salve uma vida doando sangue.

 

 

FESTIVAL DE PIADAS

 

Um cara muito porre apronta todas e é levado à delegacia, onde chega gritando:

- Seu delegado, você pode até me prender, mas depois tem que soltar. Já eu, um dia lhe prendo e nunca mais solto!

O delegado dá um murro na mesa e grita:

- Que diabo de autoridade você pensa que é?

E o bebum:

- Sou é o coveiro!

 

Duas moscas num monte de esterco. A menor diz para a maior:

- Mãe, a senhora gosta mesmo de fezes?

A maior, dando um tapão na menor, diz:

- Menina! Quantas vezes eu  preciso dizer pra não  falar nojeiras durante o jantar?

 

Um bêbado entra na igreja, se agarra no sacristão e grita:

- Me vê uma pinga!

- Aqui não vendemos pinga, senhor.

- Então me vê um conhaque, uísque, qualquer coisa

- Também não temos

- Como não tem? Que raio de bar é este?

- Aqui não é um bar, é um lugar santo.

- Ah, Bom! Então me dá um San Rafael!

 



Escrito por leituranoonibus às 09h41
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Leitura no Ônibus

 

Texto: Luiz Albuquerque

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Leitura no Ônibus n° 66

 

O CATADOR DE LATAS - Parte II

CONTO DO LIVRO “FATOS E FEITOS DE VENDEDORES”, DE LUIZ ALBUQUERQUE

 

O catador de latas chegava sempre à tardinha e recolhia as latas vazias nas mesas do barzinho; sua companhia era um cachorro vira-lata que abocanhava as latinhas jogadas longe pelos freqüentadores e trazia-as para ele. Ele nunca falava, até que o convenci a conversar comigo. Por alguns dias, no meu escritório, ele falou da sua vida, idéias e conceitos, que aqui mostro do jeito que ele falou:

 

“Dia ruim é domingo. O povo só fica em casa e bebe em casa e as latinha fica lá que só vai pro lixo segunda quando as empregada vem. E daí um domingo resolvi ir de tarde numas casa e lá batia palma e quando vinha alguém já perguntava – “o que é?” - e eu dizia – “tem latinha seca de cerveja, guaraná?” - e só ouvia alguém gritá – “Isto lá é hora de procurá latinha? Passa amanhã e procura no lixo!” -. Eu saía puto! Será que essa gente não vê que eu tô trabalhando e que eu vivo disso? Só uma mulhé falô que – “tem sim, e entra que tá lá ditrás” -  e eu entrei e tinha umas pessoa. Uns moço ria quando eu comecei a juntá as lata e a mulhé brigou com eles e depois ela perguntou prá mim se eu tinha comido e eu disse que não e ela botou um prato cheio e mandou eu cumê, e aí eu fui prum canto do quintal e ela me chamou prá mesa e um moço reclamô que – “Pôxa, mãe, ele vai cumê aqui? Aqui nós tamo bebendo!” - e a mulhé ralhô de novo – “Vocês tão é bebendo e este sinhô tá trabalhando. Vocês acha que a vida é esta? Uns com fome e trabalhando, e outro que nunca fizeru nada reclamando porque tem mãe que dá as coisa? Pois fique sabendo que se nós não cuidá desta multidão com respeito logo vão tê de roubá prá cumê!” - . Gostei muito dela e de vez em quando vou lá e ela me dá um prato de comida e eu faço algum serviçinho prá ela. Ela não qué que eu faça mas sempre vejo qualqué coisa que dá p’reu fazê que eu não quero nada de graça que não sou pedinte, Deus que me livre!”

 

 

QUEM É DOUTOR?

CRÔNICA DE LUIZ ALBUQUERQUE

 

No meio acadêmico, doutor é um título oficialmente reservado apenas aos que, após seu primeiro diploma de graduação, obtêm o grau de mestre e, depois, de doutorado. Os médicos, por consideração especial, também ostentam o uso do título de doutor. Os graus acadêmicos de doutor, no Brasil, recebem diferentes designações, dependendo de suas respectivas áreas de especialidade, como, por exemplo: Doutor em Engenharia, Doutor em Medicina, Doutor em Direito, Doutor em Economia etc. Infelizmente, independentemente de ter ou não graduação, é comum chamar de “doutor” o elemento que esteja no poder ou que tenha bastante dinheiro e, por isso, é bajulado.

Pensando nisso, lembrei-me de um fato que presenciei há alguns anos numa cidadezinha do interiorzão da nossa Amazônia. Estava de passagem pelo local quando fui convidado para um jantar com algumas pessoas que, naquele dia, haviam participado da sessão de instalação da 1ª Junta de Conciliação e Julgamento do TRT na cidade. O destaque da mesa era um doutor que viera da capital para a cerimônia. À princípio, numa formalidade incômoda, todos se travam como doutor. Era um tal de “dr. Fulano” para cá, “dr. Beltrano” para lá, que sobrou até para mim, pois fui chamado algumas vezes de “doutor”, ainda que explicasse que não possuía tão honroso título. Jantar, bebidas, mais bebidas, e, aos poucos, os paletós foram para os encostos das cadeiras, as gravatas e as gargantas foram se soltando e os títulos, sumindo. Não demorou muito para eu descobrir que todos os presentes eram funcionários ou aliados da prefeitura local. A exceção era o “de fora”, o destaque, ali tão adulado. Logo, ele me contou que era operário de indústria e que, por suas ações, estava na função de juiz classista. Fiquei imaginando o que pensaria a Juíza da região – ela que veio somente para a instalação da Junta e que, logo em seguida, embarcou no aviãozinho fretado e seguiu sabe Deus para onde.



Escrito por leituranoonibus às 17h57
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A IMPORTÂNCIA DA VÍRGULA

 

Note a diferença de sentido criada com a mudança da vírgula em cada frase:

1)       Se a mulher soubesse o valor que tem, o homem lhe dava mais atenção.

2)       Se a mulher soubesse o valor que tem o homem, lhe dava mais atenção.

 

1)       As aves, quando piam os filhotes, voam mais rápido.

2)       As aves quando piam, os filhotes voam mais rápido

 

 

1)       Atire, não me entrego.

2)       Atire, não; me entrego.

 

A FOICE E O MARTELO

 

A foice e o martelo, símbolos do comunismo, têm raízes na França do século 18. Em 1789, a ala mais radical da política adotou como símbolo um gorro vermelho que, na Grécia e na Roma antigas, indicava escravos alforriados. A bandeira veio depois. A princípio, era sinal da lei marcial imposta pelo governo. Até que, em 1792, foi usada em um protesto de rua evocando a soberania popular. A flâmula vermelha se alastrou, então, para o resto do mundo como emblema dos povos em luta. O movimento operário assumiu o símbolo e seus partidos e sindicatos passaram a bordar nas bandeiras representações de seus instrumentos de trabalho. Em 1917, a Revolução Russa deu origem a um Estado socialista, que adotou a bandeira vermelha com a foice e o martelo cruzados, representando a união dos trabalhadores do campo e da cidade.

 

 

QUAL A DIFERENÇA?

 

Fermento biológico ou químico?

O fermento biológico é composto por fungos microscópicos vivos, que se alimentam da glicose da farinha de trigo. Sua digestão produz, entre outras substâncias, bolhas de gás carbônico (dióxido de carbono) que fazem a massa crescer, mas demoram um pouco; por isso, pães e pizzas precisam aguardar a massa crescer para serem assados. Os fungos morrem no calor do forno.

O fermento químico (ou em pó) é feito à base de bicarbonato de potássio, que reage com algum ácido. O pó começa a agir na hora de bater o bolo e continua a agir enquanto o bolo está assando.

 

Psicólogo, Psiquiatra ou Psicanalista?

Todos esses especialistas estudam o que se passa nas cabeças das pessoas. As diferenças:

Psiquiatra: é o médico especializado em psiquiatria, que busca tratar as doenças mentais e está apto a prescrever medicações e internações.

Psicólogo: tem formação superior em psicologia e estuda cientificamente o pensamento, a percepção, a emoção, a aprendizagem e o comportamento dos seres humanos, analisando a forma com que as pessoas registram o mundo à sua volta.

Psicanalista: é um profissional que segue a escola de análise mental criada pelo médico austríaco Sigmund Freud e que se propõe a ajudar a resolver os problemas do paciente por análise através de sessões de conversas, de modo que pode servir como suporte ao tratamento pelos outros dois tipos de profissionais.

 

 

 

EVEREST

 

Quem primeiro pisou o pico do Monte Everest, o mais alto do mundo, oficialmente, foram Edmund Hillary e Tenzine Norgay, em 29 de maio de 1953. Três anos depois, em 23 de maio de 1956, Ernst Schmied e Juerg Marmet repetiram o feito, acompanhados por outros nove escaladores, um especialista em gelo e um geólogo – e também 10 toneladas de equipamentos. Há fortes suspeitas, mas que, provavelmente, nunca serão confirmadas, de que George Mallory e Andrew Irvine, ingleses, tenham chegado lá antes, em 1924, mas jamais retornaram ao acampamento base e o corpo do primeiro foi encontrado em 1999, a 8.000 metros.

 

BEBÊ DE PROVETA

 

Em 15 de julho de 1978, Louise Brown, o primeiro bebê de proveta, nascia – e o mundo acompanhou com total interesse. Meses depois, em janeiro de 1979, nascia Alastair MacDonald, o segundo bebê de proveta, o primeiro do sexo masculino.

 

O CLONE

 

Em 1996 um cientista escocês do Roslin Institute clonou Dolly a partir de células de ovelhas adultas, mas a novidade só foi divulgada em fevereiro do ano seguinte. Cinco meses depois, nasceu o segundo clone, Polly, que era uma ovelha transgênica, pois continha genes humanos em suas células.

 

 

 

 

 

 

COPIADO LÁ DO CHAVEIRO GOLD, DO MANELÃO

 

“Dificilmente existirá algum produto neste mundo que alguém não possa fazer um pouco pior e vender um pouco mais barato e as pessoas que consideram preço somente são suas merecidas vítimas”

Preferimos explicar o preço, a ter que nos desculpar pela qualidade

 

 

FESTIVAL DE PIADAS

 

Um rapaz vê um senhor bem idoso que, sentado no banco da praça, chorava copiosamente. Chegou até ele e quis saber o que o afligia. Entre soluços, o ancião explicou: “É que estou apaixonado por uma moça de 22 anos. Moramos juntos. Ela é maravilhosa, atenciosa, não me deixa faltar nada, vive para mim. Com ela reencontrei a vontade de viver. Com ela consigo transar quase todos os dias. Sem ela não sei viver”. O rapaz, admirado, perguntou: “Mas por que o senhor está chorando? Aconteceu alguma coisa ruim com ela?”. E ele, voltando a chorar: “Aconteceu foi comigo. Esqueci onde é que nós moramos”.

 

Uma mulher idosa chega com o médico e reclama: “Doutor, aquela sua idéia de me mandar misturar um Viagra no sanduíche do meu marido foi horrível,  causou o maior problema!”. O médico quis saber: “Mas a senhora não me disse que ele não conseguia tomar pílula de jeito nenhum? O único jeito era misturar num lanche. O que aconteceu? Não funcionou?”. E a velinha: “Funcionou na mesma hora. Ele me pegou, me jogou sobre a mesa, tirou toda minha roupa e fizemos o melhor amor da minha vida!”. E o médico: “Mas não era isso o que a senhora queria?”. E ela: “Claro que era! Mas naquele lugar? Com que cara eu volto ao McDonald’s?”.



Escrito por leituranoonibus às 17h56
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LEITURA NO ÔNIBUS N° 65

 

 

 

O CATADOR DE LATAS - Parte I

CONTO – DO LIVRO “FATOS E FEITOS DE VENDEDORES, DE LUIZ ALBUQUERQUE

 Não lembro exatamente há quanto tempo conheço o catador de latas, mas deve fazer um ano e alguns meses – “um pouco p´rá mais, um pouco p´rá menos”, como ele falava sempre que tentava lembrar quando tempo fazia que lhe havia acontecido alguma coisa. Eu freqüentava o barzinho nos fins de tarde e tomava duas ou três latinhas de cerveja. De repente, ele chegava. Encostava o carrinho no meio-fio e vinha, de mesa em mesa. Apontava para as latas vazias e, se fosse autorizado, pegava as latas, amassava-as com os pés e jogava-as no carrinho. Nunca o ouvi dizer nada. Um cachorro magro, de pêlo liso e limpo, sempre o acompanhava. Enquanto o catador de latas ia de mesa em mesa, o animal dava voltas pelas cercanias do bar e, por várias vezes, voltava com uma lata na boca, que levava para o catador amassar e jogar dentro do carrinho. A ação do cão era uma atração à parte e os freqüentadores do lugar se divertiam em jogar as latas vazias para longe das mesas só para apreciar o cachorro ir buscá-las e entregá-las ao homem. Engraçado era que, se a lata fosse jogada próxima à mesa, o cachorro não a apanhava. Dias e dias se passaram e eu comecei a sentir curiosidade: como seria a vida daquele homem? Devia ser aposentado e, para complementar a pouca aposentadoria, catava latinhas. Um dia convidei-o a tomar um lanche e ele aceitou. Por mais que eu puxasse conversa, ele não falava, só gesticulava com a cabeça e com as mãos. Após comer, agradeceu-me fazendo um sinal de positivo com a mão. Pedi que esperasse um pouco e perguntei: “Desculpe, mas o senhor é surdo?” Ele balançou a cabeça, negativamente. “Perdão – tornei a falar – então é só mudo...” Outro sinal que não. “Mas é que nunca o ouvi falando...” Ele fez um sinal de indiferença com os ombros e levantou-se para ir embora. Eu insisti: “Olhe, sou curioso. Sente aqui e me diga quanto o senhor ganha por dia neste serviço e eu lhe pago a diária. Eu só gostaria de saber alguma coisa de sua vida”. Ele aceitou. Falou pouquíssima coisa, mas consegui convencê-lo a me dar entrevista nos dias seguintes e, em troca, eu pagaria as diárias não trabalhadas. Quando já ia saindo, ele falou sua frase mais longa de nossa conversa naquele dia: “O senhor deve de sê é doido p’rá pagá um monte de dinheiro só p’rá me ouvi falá”. Depois daquele dia ele foi várias vezes ao meu escritório. Falava sem que eu lhe fizesse perguntas. Narrava fatos completos, começava e acabava o assunto, de um jeito simples e linguajar bem deficiente, típico de quem tem pouca ou nenhuma cultura escolar. Os assuntos não seguiam nenhuma ordem, tornando impossível organizá-los. Por isso, transcrevi os fatos do modo como ele narrou, com as suas palavras simples e o seu linguajar coloquial. E se aqui eu uso “falava”, no lugar de “fala”, é porque ele garantiu que, depois das gravações que fez para mim, voltaria a ficar calado (e não mudo, como muitos pensam que ele é). Pena que não mais tornei a vê-lo, pois ele se mudou e ninguém sabia de seu paradeiro. Espero que ainda esteja vivo – creio que sim. Quero tornar a encontrá-lo para, assim, mostrar que suas narrativas, que ele dizia não interessar a ninguém, serão descritas num livro. Pena, também, eu não lembrar o seu nome, nem a sua idade (que ele, ao me dizer, completou – “um pouco p’rá mais, um pouco p’rá menos!”).

 (CONTINUA NO PRÓXIMO NÚMERO)

 



Escrito por leituranoonibus às 09h26
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PSICOLOGIA E CULTURA – UNIR/2008

 

As acadêmicas do 10º Período do Curso de Psicologia da Universidade Federal de Rondônia estarão realizando um encontro descontraído onde estarão sendo expostas as atividades de estágio realizadas pelas alunas em Psicologia Social.  O evento será realizado dia 12 de julho de 2008 (sábado) às 19h e contará com a participação especial da Banda do Choro.

 

 

NOSSA HISTÓRIA

TERESA DE BENGUELA

 São poucos que conhecem a existência do quilombo na região hoje pertencente ao Estado de Rondônia, no Vale do Guaporé, fundado por negros evadidos das senzalas de São Paulo e Mato Grosso e que foram liderados por “Tereza de Benguela" (século XVIII), que era mulher de José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho ou Quariterê. Quando José Piolho morreu, Teresa de Benguela assumiu o comando, revelando-se uma líder ainda mais implacável e obstinada, valente e guerreira, comandando uma comunidade de mais de três mil pessoas. O quilombo cresceu tanto sob seu comando que agregou índios bolivianos e brasileiros, o que incomodou muito a Coroa, pois isto influenciaria a luta dos bolivianos, ingleses e espanhóis para a passagem de mercadorias e a internacionalização da Amazônia. A Coroa agiu rápido e enviou uma bandeira de alto poder de fogo para acabar com os quilombolas. Consta que Tereza de Benguela, ao ser presa pelas tropas de Luiz Pinto de Souza Coutinho, então governador mato-grossense, cometeu suicídio para não voltar a ser escrava. Em 1994 o samba-enredo da Unidos do Viradouro, de Joãzinho Trinta, teve, como título “Teresa de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal”.

 

PARECE, MAS NÃO É!

 CROCODILO OU JACARÉ? Ambos são do grupo de répteis, porém de famílias diferentes. Os crocodilos, da família crocodylae, têm a cabeça alongada e, quando fecham a boca, deixam à mostra alguns dentes. Já os jacarés, da família alligatoridae, possuem o focinho mais largo e não expõem nenhum dente ao fechar a boca.

TARTARUGA, TRACAJÁ OU CÁGADO? Cágados e jabutis são tartarugas, nome comumente usado para bichos de casco que fazem parte deste grupo de quelônios. Os cágados, porém, vivem em água doce e têm membranas entre os dedos, ao contrário dos jabutis que preferem a terra firme e têm os dedos curtos. Há, ainda, a tartaruga marinha, cujas patas têm forma de nadadeiras.

 POR QUE O “QUADRO NEGRO” É VERDE?

O nome “Quadro Negro” vem do tempo em que tal material era confeccionado de um tipo de pedra ardósia, de cor negra. Com a evolução tecnológica, porém, surgiram materiais mais baratos, mais fáceis de manusear e de limpar e que podiam ter o acabamento de qualquer cor. Por ser mais confortável aos olhos e destacar bem diversas cores de giz, o verde acabou prevalecendo. Com essas mudanças, a palavra “quadro negro” vem sendo substituída por “lousa” ou “quadro de giz”.

 

COMO SURGIU A PALAVRA...

 ACADEMIA: Atualmente, academia é uma escola de treinamento, como as academias militares ou de ginástica, ou, ainda, um grupo de pessoas dedicadas a promover algo, como a cultura, a exemplo das academias de letras. Na verdade, esta palavra vem de Academeia, nome dado ao agradável jardim onde o filósofo Platão dava as suas aulas no final do século IV a.C. e que recebeu este nome em homenagem ao herói da mitologia grega, Academos.

ARCO-ÍRIS: Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra “arco-íris”. Também foi a inspiradora da íris do olho.

 

O RIO MADEIRA

 O Rio Madeira é formado pela junção de dois rios nascidos na Cordilheira dos Andes, os rios Beni e Mamoré, (este último recebe, antes, pela sua margem direita, o Rio Guaporé, que traça a linha divisória entre o Brasil e a Bolívia). Por toda a sua extensão de 3.240 km, o Rio Madeira recebe 90 afluentes e banha os Estados de Rondônia, Acre, Amazonas e Mato Grosso, além da Bolívia. Em Rondônia, seus afluentes pela margem direita são os rios Ribeirão, Araras, Taquara, Mutum-Paraná, Jacy-Paraná, Caracol, Jamary, Ji-Paraná (ou Machado) e o igarapé Maicy. No lado esquerdo, seus afluentes são os rios Abunã, Ferreiro, José Alves, São Simão, São Lourenço e Maracá, além do igarapé e lago Cuniã.  No período das chuvas, o nível do Rio Madeira sobe, inundando as margens e trazendo troncos e restos de árvores, sendo este o possível motivo porque, em 1637, numa expedição comandada por Pedro Teixeira, que saiu da cidade de Cametá, no Pará, com destino à cidade de Quito, região do Vice-Reinado do Perá, na América Espanhola; em seu retorno o capelão da flotilha, padre Cristóbal de Acunã, jesuíta espanhol, registrou em seu diário de viagem o atual nome desse rio, que os índios chamavam de Cayari. Era o ano de 1639.

 

O RIO AMAZONAS

 O Rio Amazonas foi descoberto em 1500 por Vicente Yañez Pizón, que, admirado ao ver tanta água, deu-lhe o nome de “Mar Dulce” (Mar Doce). Em 1532, Francisco Orellana, ao fazer a primeira descida pelo rio, mudou-o para “Amazonas”, em referência a uma tribo formada só de mulheres guerreiras, todas montadas a cavalo, chamadas de “as amazonas”, que ele teria encontrado.



Escrito por leituranoonibus às 09h25
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GRANDES CIVILIZAÇÕES

 

BABILÔNIOS (1894 a.C. a 539 a.C.) – Civilização que floresceu em torno da cidade de Babilônia. Ficaram conhecidos pelo Código de Hamurabi – a primeira compilação de leis de que se tem conhecimento. Os babilônios desapareceram após a derrota para Alexandre, o Grande.

EGÍPCIOS (3100 a.C. a 30 a.C.) – Os egípcios foram a civilização de maior destaque antes dos gregos e dos romanos. Formada pela unificação de várias comunidades à beira do Rio Nilo, acabou subjugada pelos persas em 525 a.C.

 GREGOS (1200 a.C. a 323 a.C.) – A civilização grega mudou o mundo ao desenvolver o conceito de democracia e estimular atividades como filosofia, poesia, dramaturgia, artes plásticas, ciências, esportes e arquitetura. Ela desapareceu após ser dominada pelos romanos. 

ROMANOS (753 a.C. a 476 d.C.) Após receber o conhecimento grego, os romanos desenvolveram o direito, a engenharia e vários campos da arte. A decadência veio nos primeiros séculos do Cristianismo. O império acabou pelas invasões germânicas.

MAIAS (1500 a.C. a 1.400 d.C) – O Império Maia ocupou uma área que vai do atual Belize até o México, construindo cerca de 15 cidades. Seu desaparecimento, no século XV, antes da conquista espanhola, pode ter ocorrido devido a lutas entre essas cidades.

ASTECAS (1250 d.C. a 1521 d.C.) Povo que ocupou o México e fundou belas cidades. Implantaram o serviço militar obrigatório e construíram intrincadas obras de engenharia. Foram destruídos pelos espanhóis.

  

FESTIVAL DE PIADAS

 Um mosquito para a mãe:

- Mãe, deixa eu ir ao teatro?

- Não, filho. Aquilo lá é muito perigoso.

- Ah, mãe. Deixa, vai! Eu já estou bem grandinho.

- bom, filho. Vai! Mas tome muito cuidado com as palmas!

 

Na entrada de uma loja o cara lê um aviso: CUIDADO COM O CÃO. Ele entra e logo vê um cachorro, pequenino e manso. Intrigado, pergunta ao proprietário:

- Ei! É com esse cachorro que eu tenho que tomar cuidado?

- É sim! – respondeu o dono.

- Mas ele não me parece nem um pouco perigoso.

- E não é mesmo! Mas é que, antes, todo mundo que entrava aqui pisava no bichinho!

 

A mocinha saltitava num bosque quando encontrou um sapo, que lhe disse:

- Moça, eu sou cientista, PhD, que uma bruxa invejosa transformou em sapo. Mas se você me der um beijo, o encanto acaba, eu me caso com você e seremos felizes para sempre.

Ela o coloca dentro da jaqueta e continua andando. O sapo, impaciente, perguntou:

- Ei! Você não vai me beijar?

E ela:

- De jeito nenhum!!! Eu farei muito mais dinheiro com um sapo falante do que com um marido PhD!



Escrito por leituranoonibus às 09h18
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SEJA BEM-VINDO AO BLOG DO

Leitura no Ônibus

 

Texto: Luiz Albuquerque

Revisão: Sávio de Jesus Gonçalves

Contato: Fone (69) 9205-7003

E-mail: leituranoonibus@gmail.com

 

 

  

LEITURA NO ÔNIBUS N° 64

 SAPATOS NOVOS

Conto de Luiz Albuquerque – Republicado atendendo diversos pedidos de leitores

 

Saí de casa levando o par de sapatos para reformar. Por muito tempo deixei aquele par de sapatos no armário como uma relíquia, um troféu. Minha mulher chegou a pô-los no lixo e eu, por coincidência ou sorte, encontrei-os. Salvei-os, e me rejubilei por isso como quem se rejubila por ganhar um grande prêmio ou recuperar um tesouro. É difícil para os outros entender o porquê de tantos cuidados com esse par de sapatos velhos. Mesmo para minha mulher eu nunca contei o porquê, por vergonha, sei lá! Apenas pedi. Aliás, determinei: aqueles sapatos deveriam ficar comigo enquanto eu vivesse. Com o passar do tempo simplesmente os deixei ficar ali, no armário, junto com tantos sapatos, quase todos pouco usados, novos, mesmo! Velho, só aquele par. Limpo, engraxado, mas desgastado, com o solado comido e o calço rebaixado pelo uso. Mas esses sapatos vão estar sempre comigo. Hoje vou contar por quê. Depois de contar, espero que minha esposa passe a vê-los como eu os veja, como a primeira coisa, entre as mais importantes, que me apareceu na vida. Sem eles, possivelmente, hoje eu não teria nada disto que tenho. Foi assim: Uns quinze anos atrás eu não tinha nada. Aliás, tinha a minha vida, mas achava que não valia nada, mesmo. Vivia na rua, era guardador de carros, flanelinha, sei lá o nome que me chamavam. Dormia na rua. De dia, e até de madrugada, vivia guardando os carros dos outros. O cara chegava, encostava o carro ao meio-fio, eu aparecia e perguntava se podia tomar conta. Uns diziam que sim, outros que não. Eu ficava olhando de longe, quase sempre com uma pinga ao lado. Muitas vezes o que ganhava não dava para a comida e a pinga, então eu escolhia comprar a bebida. A comida, sempre conseguia que alguém pagasse para mim. Quando via alguém chegando, eu corria para ver se ganhava alguns trocados. Era tudo uma porcaria. Recebia umas moedinhas que, no fim, mal davam para comprar pinga e um pouco de comer. Mas era minha vida, a que eu conhecia, depois de me criar na rua e de ter estudado muito pouco, num reformatório. Não pensava em nada. Futuro, família, nada! Até o dia em que cruzei com o par de sapatos. Esquecidos, num banco de praça. Abri a caixa, estavam lá! Novos. Brilhantes. Cheirosos. Olhei em volta. Ninguém! Saí dali, corri para meu lugar de costume. Ia colocá-los nos pés, mas... tive dó! Eram tão limpos, tão novos! E meus pés, sujos. Fui até uma torneira, onde bebia água, lavei bem os pés. Calcei-os. Certinhos! Não sobravam, não faltavam, não apertavam nada! Macios, gostosos, diferentes. Eu nunca havia calçado sapatos novos. Não! Não podia usá-los com os trapos que vestia. Procurei um lugar seguro onde guardá-los e resolvi: Ia conseguir roupas melhores para combinar com os sapatos. Passei a trabalhar mais e a não gastar com besteira, nem com bebidas. Sem beber, economizava dinheiro e sobrava mais tempo para trabalhar, já que antes os porres diários me deixavam sem condições de produzir na maior parte do tempo. Trabalhei, ganhei uma calça, comprei camisa e meias. E aí, num domingo, finalmente vestido e limpo, calcei os sapatos. Os sapatos! Era como voar! Era como se todos olhassem para mim, admirando meus sapatos! Um sonho! No outro dia fui guardar carros vestindo roupas novas. Aos poucos, com os dias passando, a renda melhorou. Passaram meses. Fui comprando outras roupas. Um dia aluguei um quarto. Era o primeiro local “MEU”. Comprei uma gravata e passei a usá-la no trabalho. Eu era requisitado por muitos motoristas, ganhava gorjetas maiores que os outros guardadores. Juntei dinheiro. Certo dia, o dono de um estacionamento me convidou para trabalhar com ele. Fui! Passados anos, eu já era gerente daquele e de outros seis estacionamentos. Com a morte do proprietário, a viúva viu que não era aquilo que ela queria e me propôs sociedade. Aceitei. Depois, comprei os estacionamentos. Aos poucos, aumentei o empreendimento e abri negócios em outros ramos. Quinze anos depois estou aqui, levando os velhos sapatos. Eles são a minha vida! Vou reformá-los. Vão ficar como novos!

  

 



Escrito por leituranoonibus às 09h12
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ACADEMIA DE LETRAS DE RONDÔNIA

 NOVOS SÓCIOS: No dia 14 passado, no auditório da Justiça Federal, em Sessão Solene, a Academia de Letras do Estado de Rondônia – ACLER – comemorou 22 anos de fundação. Na ocasião, deu posse aos novos sócios:

·        Antônio Serafim da Silva,

·        José Lúcio Cavalcanti de Albuquerque,

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